A Starbucks quer voltar a crescer no Brasil e em ritmo acelerado. Após um período de reestruturação da operação, a rede prevê a abertura de 35 novas lojas em 2026 (todas próprias, nenhuma franquia), concentrando a maior parte da expansão em São Paulo, mas também retomando presença em mercados como Belo Horizonte e Zona Sul do Rio de Janeiro.
Para Mariane Wiederkehr, CEO da Starbucks Brasil, o país se tornou uma das principais apostas globais da companhia. “Somos o mercado da América Latina que mais vai abrir lojas neste ano”, afirma. “O Brasil ainda tem apenas 113 lojas, o que mostra o enorme potencial de crescimento.”
A estratégia vai além da abertura de unidades. A companhia também aposta na adaptação do cardápio ao gosto do consumidor brasileiro, em novos formatos de loja e na ampliação da presença da marca no dia a dia dos clientes.
Brasil é prioridade global
Presente em 85 países e com cerca de 40 mil lojas no mundo, a Starbucks vê no Brasil um mercado ainda pouco explorado.
“Temos no Brasil uma das grandes apostas de crescimento da companhia”, diz Mariane.
A expansão está concentrada principalmente na capital paulista, onde a empresa pretende aumentar a capilaridade para que o consumidor encontre uma unidade em seu trajeto diário.
“Tomar café é um hábito recorrente. Capilaridade importa muito para esse negócio.”
Além de São Paulo, a empresa volta a investir em cidades estratégicas, como Belo Horizonte — onde abrirá novas unidades na Savassi — e na Zona Sul do Rio de Janeiro, região bastante demandada pelos consumidores nas redes sociais.
Starbucks quer conquistar o café do dia a dia
Embora a marca seja conhecida mundialmente por bebidas como o Caramel Macchiato e os Frappuccinos, a estratégia no Brasil passa por se aproximar do tradicional cafezinho consumidos pelos brasileiros.
Depois de pesquisas com consumidores, a empresa alterou inclusive o expresso servido nas lojas brasileiras.
“O expresso daqui foi criado para o paladar do brasileiro.”
A Starbucks também lançou uma plataforma dedicada aos cafés brasileiros, incluindo opções como café coado, pingado e bebidas preparadas com grãos nacionais.
No cardápio de alimentos, a adaptação também aparece com itens exclusivos para o mercado brasileiro, como o pão de queijo mineiro com requeijão.
Segundo a executiva, a ideia é equilibrar a identidade global da marca com hábitos locais de consumo.
Por Layane Serrano


